E vem aí o Draft 2018 da NBA

Nesta 5a feira (21 de junho)  ocorre o draft 2018, onde os General Managers de todos os times farão suas escolhas com a esperança de conseguir bons jogadores para seus times, ou mesmo futuros astros.

Para efetuar suas escolhas, cada GM tem uma equipe de scouts, que avalia diversos aspectos (físicos e mentais) de cada jogador para verificar se eles se enquadram no seu time.

O draft, obviamente, depende muito da qualidade dos jogadores diponíveis. Em alguns anos ele pode estar recheado de talentos, como em 2003 onde foram draftados estrelas como Lebron James, Carmelo Anthony, Chris Bosh e Dwyane Wade, mas também foi possível encontrar bons jogadores como Boris Diaw, David West,  Josh Howard, Mo Williams e Kyle Korver.

Já no ano seguinte (2004) o talento já era mais escasso. O único grande jogador vindo deste draft foi Dwight Howard. Depois dele, somente alguns jogadores sólidos tiveram destaque, como Andre Iguodala, Luol Deng, Devin Harris, Ben Gordon e Trevor Ariza, o que é pouco comparado ao ano anterior.

Mas além da parte técnica, há também uma parte estatística muito importante por trás de tudo isso. Diversos matemáticos analisam qual o valor e o que esperar de cada escolha.

Além de trocas de jogadores durante a temporada, diversas trocas de draft picks são envolvidas. O valor de cada escolha é um pouco subjetiva quando combinada com outros jogadores. (Exemplo: Irving por Thomas, Crowder, Zizic, primeira escolha de 2018 dos Nets e segunda escolha de 2020 do Heat). Já em outros casos é mais direta, como o Lakers que no draft de 2017 trocou a escolha 28 pelas escolhas 30 e 42, o Celtics que trocou a primeira escolha do draft pela terceira mais uma escolha protegida dos 76ers em 2018 e 2019 (entraremos na questão dos protected picks em outro tópico), ou mesmo o Kings que trocou a escolha 10 com o Blazers pelas escolhas 15 e 20.

 

Existem diversas estatísticas avançadas dentro da NBA. Levando em consideração cada uma delas, pode-se gerar diferentes análises. O gráfico abaixo representa a carreira de cada escolha do draft desde 1957, levando em consideração o PER (player Efficiency Rating):

Ou seja, pelo histórico a chance de um time conseguir um allstar na primeira escolha é praticamente o dobro do que na segunda escolha. Voltando na troca do Cavs, eles receberam uma escolha com 50% de chance de ser um starter (ou 80% de chance de fazer parte da rotação).

 

Já Kevin Pelton combina diversas estatísticas e coloca um valor absoluto em cada um dos Picks, mostrado na tabela abaixo.

Se pegarmos a troca de 2017 entre Lakers e Jazz vemos que o Lakers enviou 570 pontos e recebeu 690 pontos, um saldo positivo de 120 pontos para Los Angeles.

Já o Celtics enviou 4000 pontos e recebeu, de forma direta, 2670 pontos do 76ers. Pelas proteções colocadas na troca, o 76ers manteve a escolha em 2018. Dessa forma, se em 2019 a escolha ficar entre a 2a e a 13a, ela favorecerá o Celtics. Abaixo disso, o 76ers sairá com a vantagem.

É certo que essas métricas isoladamente não fazem com que um time escolha um allstar no draft, mas é uma ferramenta bastante poderosa nas mãos de bons GM’s. Um bom exemplo de 2017 foi Danny Ainge, do Boston Celtics. Pegou o jogador que queria na escolha 3 (Tatum), economizou 1.5M em salários e ainda saiu com uma escolha de primeira rodada em 2019. Nada mal!!

 

Autor: Marcel Yoshizako

Programador de formação tendo a estatística esportiva como paixão.

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