Passado o draft, o assunto da vez na NBA será o salary cap..

Com todo o glamour do draft ficando para trás, o tema da vez será o salary cap. Na verdade, o principal assunto será o período de free agency, que terá início no dia 1o de julho. Mas não podemos falar de free agency sem falar do salary cap.

Em resumo, o salary cap é um valor máximo que os times podem gastar com salários de jogadores. Apesar de ser muito difundido nos esportes americanos (apenas a MLB não usa o salary cap), esportes de outros países também adotam essa prática. No Brasil houve uma variação dessa prática no vôlei, onde cada jogador tinha uma pontuação estipulada e o time poderia contar com um número máximo de pontos no seu elenco.

Na prática, o salary cap tem duas finalidades. A primeira e mais evidente é evitar que times com mais dinheiro (Lakers, Knicks, Celtics) contratem os melhores jogadores pagando salários exorbitantes, fazendo com que os times “menores” não consigam competir com essas ofertas e não tenham times competitivos.

A outra é evitar que times com uma má gestão vão a falência. Limitando o valor que um time pode gastar com salários dificulta o gasto descontrolado do dinheiro.

Existem dois tipos de salary cap, o hard e o soft. No hard cap o time não pode, de forma alguma, ultrapassar o valor estipulado. NFL e NHL utilizam esse sistema.

A NBA adotou o soft cap, onde é setado um valor máximo para a soma de salários (na temporada de 17/18 foi de aproximadamente 99 milhões de dólares), mas existem algumas cláusulas que permitem os times a superar esse valor.

O salary cap traz uma complexidade interessante na montagem de um bom time. Um exemplo simples: se um time resolve pagar 35 milhões no Lebron James e mais 30 milhões no Durant, ele terá aproximadamente 35 milhões para pagar o resto dos 13 jogadores (2 milhões em média para cada jogador). Só para dar uma ideia da dificuldade, um jogador como o Kyle Korver ganha 7 milhões por temporada.

Gastar o dinheiro com sabedoria é essencial para conseguir montar um time campeão. Assinar contratos ruins pode gerar problemas por um longo período, e não só na temporada 18/19. Num passado recente, Lakers e Knicks fizeram péssimas negociações (Lakers com Mozgov e Luol Deng e o Knicks com o Joaquim Noah), e pagam o preço até hoje.

Agora como o Golden State Warriors consegue pagar aproximadamente 35M pro Curry, 25M pro Durant, 18M pro Klay Thompson, 17M pro Draymond e 15M pro Iguodala? Só nesses 5 jogadores já foram mais de 100M de dólares. Pois é, pelo fato da NBA ter adotado o soft salary cap isso é possível. Birds Rights, Mid level exception, minimun player salary exception, essas são algumas das exceções que permitem um time ultrapassar o salary cap. Como são muitos termos (e sendo honesto ainda existem outros) deixamos isso para um próximo post.

Autor: Marcel Yoshizako

Programador de formação tendo a estatística esportiva como paixão.

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