Univates/Bira: Buscando o caminho das pedras

A torcida tem comemorado mais as atuações do Univates/Bira contra times mais fortes, como Flamengo e Minas – mesmo com derrotas -, do que contra elencos mais fracos, como o Araraquara, último rival a vencê-lo (80×75). Se for esse um bom motivo para acreditar na presença de numeroso público (quarta-feira havia pouco mais de 300), já que o Franca, adversário de hoje (20h), é outro daqueles clubes tidos como dos mais fortes da Liga, o grupo gaúcho tentará retribuir o apoio com a reação, ou seja, com uma boa atuação e vitória – após oito insucessos. Adversário, que em São Paulo ganhou do Bira por 97×65, já viveu melhor situação no Novo Basquete Brasil (NBB). Vem de derrota para o Joinville (79×59) e está na briga direta pela classificação à segunda fase.   

O técnico Ubirajara Hertzer, o “Bira”, diz ser difícil responder à pergunta de como convocar o torcedor para ajudar o elenco hoje outra vez. “É complicado responder  a isso. Claro que vamos pedir a força dele, mas talvez só vamos ser atendidos quando estivermos vencendo, pois vitórias chamam torcedores, e não temos vencido”, avalia. “A torcida deve ao menos estar consciente de que estamos treinando muito, conversando muito sobre nossas falhas e nos dedicando para corrigi-las. Tanto que o Raul, por exemplo, atuou nos últimos quatro jogos com o tornozelo torcido. Mas hoje ele não vai poder ir para o sacrifício, pois a lesão se agravou e assim perdemos mais um importante atleta”, destaca Bira, lembrando que o elenco, que já é pequeno perto do de outros grupos, ficará ainda mais desfalcado – já não conta com Tiago Labbate.

“Essa é uma das nossas deficiências; outra é que venderam uma imagem do time que não condiz com a realidade”, destaca referindo-se às expectativas criadas sobre o grupo para uma competição muito mais complicada que a do ano passado. Quanto às quedas de rendimento da equipe durante as partidas (diante do Araraquara fazia 8×0 e instantes depois levava 14×8), Bira diz ser normal. “Todas as equipes oscilam. Se subimos é porque o adversário é que oscilou para baixo. A questão é que na hora decisiva, quando não se pode mais vacilar, eles têm jogadores mais decisivos, nós temos falhado, a arbitragem tem sim contribuído para isso, assim como faltam maior calma e qualidade da gente, não vamos negar.”

Fonte: Jornal Informativo

Autor: gaucho

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